Monday, March 30, 2009

Os manos tinhosos

Na Associação onde faço voluntariado houve um surto de tinha no ano passado.

Muito animais apanharam esta doença e tiveram de ser isolados e submetidos a tratamentos prolongados.

Todos ansiavam por sair das jaulas, pois ninguém gosta de estar fechado, não é?

No dia 15 de Outubro trouxe para casa o Simba, que já vinha com carimbo de adoptado, e o Abrunhosa, pois foi um pedido que me fizeram para não ficarem sozinhos, pois davam-se muito bem. Tinham quase 6 meses.



Os terroristas foram desparasitados interna e externamente, e ficaram no meu wc para o tratamento.

O Simba vinha com muito mau aspecto, coitadinho. Tinha vários locais da cabeça com tinha, e amarelados devido ao betadine e às pomadinhas. Também tinha o nariz em mau estado devido à força que fazia contra as grades para tentar sair.

O Abrunhosa vinha bem melhor, felizmente.

Foram ao veterinário que confirmou o tratamento que estavam a fazer por mais 20 dias.

Tinha tanta pena por os ver ali fechados, mas tinha de ser, pois não podia correr o risco dos outros quatro também apanharem.

Depois de estarem na minha casa há uma semana, o Simba constipou-se, e claro que pegou ao Abrunhosa. A juntar ao tratamento da tinha, mais comprimidos e xarope para a constipação.

A minha casa de banho parecia uma farmácia.

Os meninos eram extremamente carentes. O Simba uma máquina de fazer ronron e o Abrunhosa sempre a vir para o meu colo a pedir mimos, chegaram a "lutar" pelo meu colo, mas ele chegou sempre para os dois.

Dias depois os outros quatro também apanharam a bela da constipação, com certeza que o vírus passou por debaixo da porta, visto que andavam constantemente a cheirar-se pela fresta.

Depois de finalizado o tratamento da tinha, os terroristas foram soltos. A vontade de correr era tanta, que não pararam sossegados o dia todo e boa parte da noite.

O Kiko, o Milky, a Lili e a Julie estavam estupefactos com tanta energia.
Foram muito bem recebidos, excepto pela Lili, que não gosta muito das intromissões na sua calma.

Depois de os ter todos juntos, já não tive coragem de voltar a mandar o Abrunhosa para a Associação e fiquei com ele, agora chama-se Ônix, tal como a pedra, é para mim uma preciosidade.



O Simba tinha um problema no olho, devido a uma coriza muito forte que teve em bebé, e teve de ser operado, tinha as pálpebras viradas para dentro e uma membrana branco no olho direito.


Foi muito bem cuidado por toda a equipa de veterinária e veio para casa com 12 pontos, o olho muito inchado e com um colar.

Como ele é extremamente eléctrico foi difícil que ele se habituasse ao colar. Tive de colocar fita adesiva para ele não o conseguir tirar.

Podia ser bastante perigoso se conseguisse tirar algum ponto. Felizmente tudo correu pelo melhor e aos poucos os pontos foram caindo.



Com todas as pomadinhas o olhinho também foi recuperando algum do seu brilho.

Recuperou bem felizmente, mas foi uma recuperação bem lenta, visto se tratar de uma zona tão delicada.

Agora tem um olhinho muito perfeitinho, apesar da membrana não ter sido removida na totalidade.




O Ônix é um poço de meiguice e adora estar sempre junto de mim.

Sempre que eu me movimento ele segue-me.

Quando se sente muito carente mia a pedir mimos, é a minha Pantera Negra.


Estão quase, quase a fazer 1 aninho, e também já foram castrados e vacinados, tudo como manda o manual do bom dono.


Somos os 8 uma Família Feliz.

Obrigada à GV por ter-me concedido o privilégio de poder ficar com estes dois doces.

Friday, February 29, 2008

A preta Julie

Entrou um gatinho na garagem dos meus pais. Pediram-me ajuda para o apanhar.

Visto que a garagem tem 3 pisos, optei por colocar armadilha, que gentilmente me foi cedida pela Vânea da GV. A armadilha foi colocada na 3ª feira à noite, dia 15 de Janeiro e no dia 17, 5ª feira, ao fim da tarde recebi um telefonema a avisar-me que a armadilha tinha "presente". Saí a correr do emprego e lá fui buscar a fera...

É uma menina, e colocámos o nome de Julie, com cerca de 3/4 meses, pretinha com manchinha branca, sexy, na barriguinha e ponta do rabinho branca.

Foi desparasitada, interna e externamente. Limpámos orelhas, pêlo e olhos, cortámos unhas. Tinha as orelhas muito sujas e o pêlo também. Depois de limpa, ficou a descansar no nosso wc.


Aparentemente bem de saúde, só faltava papar e fazer necessidades.
Os manos estavam muito desconfiados, pois sentiam-na e cheiravam-se por baixo da porta.


O que fazer com a gatinha? Por mim ficava com ela, mas e o que pensaria o Bruno?

Ainda nesse dia, estivemos fechados no wc com ela, a dar-lhe festinhas e ela começou a ronronar e a fazer patinhas.

Mostramos-lhe a comidinha que atacou com vontade, também lhe mostrámos a areia, mas ela não ligou muito. Dois dias depois começou a ir à areia, uf, menos uma preocupação.



A Julie é um poço de meiguice, que maravilha, melhor era impossível.

Não foi difícil de convencer o Bruno, por cá ficou.

Quatro dias depois, deixei-a conhecer os manos.

As reacções foram as dos costume: o Kiko cheirou-a toda e fê-la sentir bem vinda, o Milky olhou de longe, e a Lili bufou e fugiu.

Para mim nada de novo, já esperava.

A Julie deixa fazer tudo, e é muito brincalhona.

Foi ao veterinário, já levou as vacinas e está óptima de saúde.

Rapidamente conquistou todos os manos, a Lili e o Milky baixaram as armas.

A Lili e o Kiko brincam muito com a pequena, o Milky também brinca, mas menos, pois gosta do seu espaço, e quando ela o tenta invadir leva bufadela.

São todos felizes por aqui e não podiam dar-se melhor.



Wednesday, February 27, 2008

A minha linda Naty

A Naty era uma gatinha da GV.

Adoptei-a dia 25 de Agosto de 2007. Gatinha assustada, mas adorava festinhas e tinha um ron ron maravilhoso.

Foi difícil a adaptação dela, a Lili dificultou muito. Ficou ciumenta e dava-lhe patadas na cabeça, coitadinha.

A Naty era muito sossegada e gostava de brincar no arranhador.

Em Novembro a minha menina ficou doente, fez hemograma que revelou uma anemia severa.

Também tinha hemobartonelas, estava muito fraquinha não queria comer, e praticamente não se levantava da caminha.

Era FIV e FELV negativa, mas tinha valores de Corona Virus muito elevados.

O pêlo estava em más condições e a barriguinha muito inchada. Perdeu o brilho nos olhos, deixou de brincar e de passear pela casa.



Deixou de comer ração e de beber água, só o fazia quando colocava as taças perto dela. A única coisa que a fazia levantar era o cheiro do atum ou do frango.

Era bom vê-la comer com tanta vontade ao pé dos manos.




Estava a tomar vários medicamentos e vitaminas, mas era muito difícil fazê-la tomar, pois ela tinha muito medo de ser apertada, ficava em pânico. Sempre que nos aproximavamos dela, ela começava a querer fugir, pois sabia que vinham os comprimidos.

Era mimada, querida e desejada, mas não foi o suficiente...
No dia 27 de Novembro fez um raio-x que mostrou a cavidade abdominal cheia de líquido.
Ainda foi feita uma punção...

O diagnóstico? PIF líquido. Não havia muito mais a fazer, senão vê-la a definhar dia, após dia.

A decisão tinha de ser feita... Mil pensamentos passeavam na minha mente. Confusa e pequenina era como me sentia. Porquê a minha Naty??? A gata que veio para minha casa, para ganhar confiança com o humanos, que todos os dias me alegrava com os seus progressos, e agora me estava a dar o desgosto de ter de lhe dizer adeus.

A decisão foi tomada, foi a mais difícil da minha vida.

Choro desde esse dia, e peço para me perdoares.

Perdoa-me por não te ter dado mais amor, mais carinho, mais atenção, mais tempo de vida...

AMO-TE DEMAIS MINHA LINDA NATY.

Olha por nós e pelos teus manos. Até sempre.

Faz hoje 3 meses que partiste...

Friday, March 2, 2007

A pequenina Lili




Já conformada com não poder ter mais gatos, devido à teimosia do meu marido, eis senão quando uma grande amiga encontrou uma menina muito pequenina no Parque de Campismo.
Levou-a para casa e tratou dela, mas ela era muito pequenina, 300 g., e não era auto suficiente, tinha de ter supervisão humana.
A minha amiga, Ana Jorge, foi de férias e pediu-me para ficar com ela uma semana. Fiquei radiante, pela primeira vez ia tomar conta de um bebé tão pequenino.
Ela já comia ração seca, e ia ao areão sozinha, mas havia um problema com ela. Não conseguia separar o cocó do rabinho.
Na primeira noite coloquei uma das caminhas dos meninos ao lado da minha cama, e ela dormiu sossegadinha. Sempre que ela se levantava, eu sentia-a e ía atrás dela, para limpar o rabito com toalhitas. Passei umas três noites muito mal dormidas.
Começou logo a tomar UL 250 e depois de três dias ficou boa e já não precisava de tanta supervisão.
Depressa se habituou a dormir na nossa cama. A Ruca era pequenina, mas não tinha nada de palerma. Percebeu bem onde estava mais quentinho.
Comecei a afeiçoar-me a ela, e os meninos receberam-na muito bem.
Era uma pulga que não parava quieta.
O dia da Ana a vir buscar aproximava-se e eu sem conseguir convencer o meu marido, até que desisti, e a Ruca acabou mesmo por ir embora.
Nesse mesmo dia à noite deu-me uma imensa nostalgia, e os meninos andavam à procura dela.
Posso mesmo dizer que a minha nostalgia, chegou a choro compulsivo.
Vendo-me assim, e também sentindo a falta do piolho, o meu marido caiu nele e disse para eu ir buscar a Ruca.
O meu contentamento foi tão grande, que falei logo com a Ana para não a dar, que ela ficaria comigo.

Passados 2 meses, a Ruca agora chama-se Lili, já está vacinada, desparasitada e está muito grande, pesa 1,450 g.
Continua a ser o mesmo piolho eléctrico, e muito carinhosa.
Faz um ron ron magnífico e adora fazer patinhas e dormir encostada na minha almofada.

Saturday, February 24, 2007

O meu branquinho Milky


Após 5 meses de reflexão, resolvi adoptar um segundo gatinho.
Depois de muita procura nos sites de adopção de animais, encontrei o "meu menino".
Pequenino, olho azul e branquinho.
Fui buscá-lo dia 1 de Junho, tinha 2 meses, o meu marido não sabia de nada...
Trouxe-o para casa e no caminho as mãos tremiam.
Porquê? Tinha algum receio da reação do Kiko, afinal esteve sempre sozinho, durante 5 meses.
Fiz muita pesquisa sobre "Como juntar gatos".
Felizmente deram-se bem, apesar de alguns bufansos iniciais.
Agora com quase 11 meses, é o meu menino da elite.
Corre devagar, salta pouco, e gosta de andar sozinho.
Adora mimo e faz um ron ron que se ouve a "milhas". Sempre que quer festinhas, mia imenso..., é um amor de gato.
Agora já não é totalmente branco, é mais café com leite.

Tuesday, November 28, 2006

Os mimos


O Kikinho sempre o mimo lá de casa.
É só beijinhos e festinhas.
Nunca foi de ron-ron, mas gosta sempre de se aninhar a nós quando estamos a ver TV ou na cama.
Dorme connosco sempre, no meio das minhas pernas.
Adora água, sempre que pode entra para dentro da banheira, lavatório, tudo.
Cresceu depressa mas sempre foi e será o nosso bebé. Aprendemos a tomar bem conta dele, a dar-lhe tudo o que ele precisa.

A mais bela Prenda de Natal


O Kiko foi a mais bela prenda de Natal.
Chegou a minha casa com quase 4 meses. O meu marido quis fazer-me uma surpresa.
Andou o dia inteiro à procura de um gatinho nas lojas de Lisboa.
Fomos juntos à que ele escolheu e lá estava o meu menino à nossa espera.
Branco e cinzento, pequenino, amoroso.
Comprámos o enxoval todo e trouxemo-lo para casa.
Chegou assustado e explorou a casa toda.
Gosta muito de brincar com bolinhas de saco de plástico.
Tinhamos a árvore de Natal e ele gostou muito de se esconder debaixo dela.
Foi a nossa paixão.